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Tempo médio: 15-25 minNível técnico: Avançado

Fluxo de Diagnóstico de Conectividade

Avance somente quando a etapa anterior produziu evidência suficiente; cada resultado deve reduzir hipóteses, não apenas acrescentar comandos.

Objetivo e preparação

Localizar o domínio provável de uma falha entre físico, enlace, endereçamento, vizinhança, rota, DNS, transporte e aplicação. Registre origem, usuário/serviço afetado, início, frequência, IPv4/IPv6, acesso, CPE/ONU, VLAN/PPPoE/VPN, destino e impacto. Defina se afeta um host, LAN, VLAN, PoP, região, protocolo ou todos.

Fluxo ordenado

EtapaEvidênciaHipóteses reduzidas / decisão
1. Sintomamensagem, horário e ação reproduzívelsepara indisponibilidade, lentidão, DNS e aplicação
2. Escopohosts, origens, destinos e famílias afetadoslocaliza cliente, acesso, PoP ou serviço
3. Inspeção físicaenergia, LEDs, cabos, óptica/rádio e errosconfirma ou afasta camada física
4. InterfaceUP/LOWER_UP, velocidade, duplex, MTU, contadoresdelimita host/porta/enlace
5. EndereçamentoIP/prefixo, DHCP, APIPA, DNSconfirma configuração e família
6. Gatewayrota padrão e próximo salto corretosafasta ausência/erro de saída
7. ARP/NDPMAC/estado do gatewayconfirma entrega on-link
8. Rotasrota escolhida, origem, regra/VRFidentifica desvio ou ausência de caminho
9. Ping localloopback e próprio IPvalida pilha local básica
10. Ping gatewayEcho e vizinhançatesta segmento local, respeitando filtro ICMP
11. Ping IP remotoalcance IP sem DNSsepara transporte IP de resolução
12. Teste domínioresolução + alcance ICMPrevela diferença IP/nome
13. DNSservidor, A/AAAA, status, delegaçãolocaliza cliente, recursivo ou autoridade
14. Tracerouterespostas por TTL e mododelimita caminho visível sem culpar salto isolado
15. MTR/Pathpingtendência e propagação fim a fimdistingue rate limiting de perda persistente
16. Portas/serviçoslistener, estado TCP/UDP e teste realsepara conectividade de aplicação
17. Capturapacotes nos pontos escolhidosdemonstra saída, chegada, retorno e flags
18. Logs/monitoramentoeventos no mesmo relógiocorrelaciona controle, aplicação e infraestrutura
19. Validaçãorepetição antes/depois e confirmação do escopodemonstra solução e ausência de regressão
20. Registrocomandos, saídas, horários, hipótese e conclusãopermite auditoria e escalonamento

Comandos de triagem

ipconfig /all
route print
arp -a
ping 127.0.0.1
ping GATEWAY
ping 8.8.8.8
nslookup exemplo.com
tracert -d exemplo.com
netstat -ano
ip -br address
ip link
ip route get 8.8.8.8
ip neigh
ping -c 4 GATEWAY
ping -c 4 8.8.8.8
dig exemplo.com A
traceroute -n exemplo.com
mtr --report --report-cycles 100 --no-dns exemplo.com
ss -tulpen
Substitua destinos e parâmetros pelo cenário autorizado. Não use limiares universais; compare com tecnologia, distância, histórico e serviço.

Árvores de decisão práticas

IP remoto responde, domínio não

Conectividade IP existe para aquele destino. Verifique DNS configurado, A/AAAA, NXDOMAIN/SERVFAIL/timeout, cache e acesso ao resolvedor. Se o nome resolve, teste o IP retornado e a aplicação.

Gateway não responde

Confirme se ICMP é permitido. Se ARP/NDP fica incompleto, investigue cabo/rádio/fibra, interface, VLAN, prefixo, isolamento e gateway. Se vizinhança resolve mas ICMP não, valide outra comunicação local/captura antes de declarar indisponibilidade.

Gateway responde, Internet não

Revise rota padrão, PPPoE, NAT/CGNAT, firewall, upstream e família IP. Traceroute em modos diferentes e captura no gateway/borda reduzem o trecho provável.

Ping responde, serviço não

ICMP não valida TCP/UDP/aplicação. Confirme listener com SS/Netstat, SYN/SYN-ACK/ACK, firewall/ACL, TLS/DNS e logs da aplicação.

Perda apenas em salto intermediário

Se saltos seguintes e destino permanecem normais, rate limiting/baixa prioridade de ICMP é mais provável que perda encaminhada. Não abra falha de enlace só por essa linha.

Perda real iniciando em um salto

Se degradação começa e persiste até o destino em amostras/origens comparáveis, investigue enlace/filas/roteador a partir desse domínio, considerando assimetria. Correlacione interfaces, MTR inverso e monitoramento.

Rota muda durante o teste

Registre cada caminho, destino IP e horário; consulte ECMP, BGP/OSPF, convergência, anycast e manutenção. Mudança pode ser normal ou explicar intermitência conforme a aplicação.

DNS retorna NXDOMAIN

Confirme grafia, nome absoluto, tipo e autoridade. Compare recursivo e autoritativo; NXDOMAIN não significa falha de conectividade nem servidor “fora”.

TCP fica em SYN-SENT

O host enviou tentativa sem completar handshake. Capture para verificar se SYN saiu e se SYN-ACK/RST retornou; compare servidor, firewall, NAT e rota de retorno.

ARP permanece incompleto

O vizinho IPv4 on-link não respondeu. Verifique prefixo, interface/VLAN, enlace, IP duplicado, proxy ARP e ponto de captura. Para IPv6, analise NDP/ICMPv6.

Tráfego sai, resposta não retorna

Compare capturas em cliente, gateway, borda e servidor com relógios sincronizados. Determine o último ponto de saída e primeiro de retorno; revise ACL/NAT/CGNAT, caminho reverso e aplicação. “Não vi” vale apenas para o ponto observado.

Evidências e escalonamento

Preserve saídas brutas, diagrama/caminho esperado, origem/interface, IPs/portas, família, timezone, configuração antes/depois, PCAP/hash, logs e métricas. Escale com hipótese já testada, domínio provável, impacto e acesso necessário. Evite reiniciar ou limpar caches antes da coleta.

Validação final

Repita exatamente o teste que reproduzia o sintoma, valide outros serviços/famílias afetados, monitore pelo período coerente com a intermitência e peça confirmação do usuário sem substituir evidência técnica. Documente correção, risco, rollback e resultado.

Conclusão

O fluxo converge do local ao remoto e do simples ao invasivo. Parar na primeira evidência coerente evita alterações aleatórias; correlacionar camadas evita falsos diagnósticos.

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