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Tempo médio: 15-25 minNível técnico: Avançado

MTR

Objetivo e funcionamento

MTR repete sondas com TTL crescente e atualiza estatísticas por salto. O modo interativo ajuda a observar mudanças; o modo relatório preserva evidência reproduzível. Pode usar ICMP, UDP ou TCP, conforme versão e privilégios.
mtr destino
mtr --no-dns destino
mtr --report --report-cycles 100 --no-dns destino
mtr --report-wide --report-cycles 200 destino
mtr --icmp destino
mtr --udp destino
mtr --tcp --port 443 destino
mtr -4 destino
mtr -6 destino
Confirme `mtr --help`: nomes de opções variam. No modo interativo, `d` alterna exibição e `q` sai em versões comuns. Para Windows, o WinMTR oferece coleta ICMP e exportação; registre versão, contagem e texto/HTML gerado, pois ele não equivale a todos os modos do MTR.

Colunas

CampoInterpretação
Loss%sondas sem resposta daquele salto; não é automaticamente perda encaminhada
Sntnúmero de sondas enviadas
LastRTT da última resposta
Avgmédia dos RTTs recebidos
Bestmenor RTT observado
Wrstmaior RTT observado
StDevdispersão dos RTTs recebidos
Uma média baixa com `Wrst` alto pode refletir evento episódico; StDev alto sugere variabilidade, mas também pode ser ICMP de baixa prioridade. Perdas intermediárias que desaparecem nos saltos seguintes não provam descarte de tráfego encaminhado. Procure degradação persistente até o destino e compare com a aplicação.

Procedimento operacional

1. Defina sintoma, destino real, origem/interface e família IP.
2. Use `--no-dns` para não misturar atrasos de resolução.
3. Escolha ICMP e, quando pertinente, TCP na porta do serviço.
4. Colete ciclos suficientes para cobrir o evento, sem adotar duração universal; documente início/fim e carga.
5. Exporte o relatório e repita de cliente, PoP e outra origem autorizada.
6. Compare rotas, BGP/OSPF, filas, interfaces e monitoramento no mesmo relógio.
Em rádio, móvel, fibra ou Internet distante, linhas de base diferem. Congestionamento, filas, destino, MPLS, CGNAT, túneis, VPN, ECMP e assimetria afetam a leitura.

Cenários e critérios

  • perda só em salto intermediário: provável rate limiting; não escale sem efeito fim a fim;
  • perda começa e persiste: investigue enlace/filas a partir dali, considerando retorno assimétrico;
  • rota muda no relatório: repita e consulte convergência/política;
  • ICMP perde e TCP/443 não: política ou tratamento de ICMP é hipótese forte;
  • apenas uma origem falha: delimite acesso, CPE, VLAN, BNG ou saída específica.
Avance para TCPDump/Wireshark quando precisar observar retransmissões, flags, DNS ou tráfego sem retorno. Registre comando, versão, origem, destino resolvido, ciclos, modo, relatório bruto, horário/timezone, rota e contexto de carga.

Limitações e erros comuns

MTR não mostra a rota de retorno, pode alternar caminhos balanceados e não mede diretamente a experiência da aplicação. Não compare relatórios com destinos, períodos ou modos distintos como equivalentes; não use um limiar fixo de perda/latência para toda tecnologia; não atribua falha ao primeiro nó que limita respostas.

Conclusão

MTR é forte para tendência e comparação entre origens. A conclusão continua dependendo de propagação fim a fim e correlação operacional.

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