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Tempo médio: 10-15 minNível técnico: Básico

Fluxogramas

Objetivo

Compreender o que são fluxogramas, como eles representam visualmente um processo e por que são uma das ferramentas mais utilizadas para documentar, analisar e melhorar operações.

O que é um fluxograma?

Um fluxograma é uma representação gráfica de um processo.
Em vez de descrever todas as etapas apenas em texto, ele utiliza símbolos conectados por setas para demonstrar:
  • a sequência das atividades;
  • os pontos de decisão;
  • os caminhos possíveis;
  • o início e o fim do processo.
Dessa forma, torna-se muito mais fácil compreender como um processo funciona.

Por que utilizar fluxogramas?

Ler um procedimento longo pode exigir bastante atenção.
Já um fluxograma permite compreender rapidamente:
  • qual é o próximo passo;
  • quais decisões precisam ser tomadas;
  • onde um processo começa;
  • onde ele termina;
  • quais caminhos diferentes podem ocorrer.
Isso facilita tanto o treinamento quanto a execução diária das atividades.

Quando utilizar um fluxograma?

Fluxogramas são indicados sempre que um processo possuir:
  • várias etapas;
  • pontos de decisão;
  • caminhos alternativos;
  • interação entre equipes;
  • necessidade de padronização.
Quanto mais complexo o processo, maior costuma ser o benefício da representação visual.

Exemplo simples

Imagine o processo abaixo.
Cliente relata problema

↓

Coletar informações

↓

Problema identificado?

├── Sim → Executar correção
│
│        ↓
│
│   Validar solução
│
│        ↓
│
│   Encerrar atendimento
│
└── Não
        ↓
Investigar novas evidências
        ↓
Retornar ao diagnóstico
Mesmo sendo simples, o fluxo permite visualizar rapidamente as possibilidades.

Principais símbolos

Embora existam diversos padrões, a maioria dos fluxogramas utiliza um conjunto pequeno de símbolos.
SímboloSignificado
OvalInício ou fim do processo
RetânguloAtividade ou ação
LosangoDecisão
SetaDireção do fluxo
DocumentoGeração ou utilização de documentos
CilindroBanco de dados ou armazenamento
Não é necessário utilizar todos os símbolos em processos simples.
O importante é manter consistência.

O fluxo deve representar a realidade

Um erro comum é criar um fluxograma descrevendo como o processo "deveria funcionar", e não como realmente acontece.
Isso dificulta sua utilização.
Um bom fluxograma representa o processo real.
Depois que ele estiver documentado, torna-se muito mais fácil identificar oportunidades de melhoria.

Fluxogramas ajudam a identificar problemas

Quando um processo é desenhado visualmente, diversos problemas tornam-se evidentes.
Por exemplo:
  • atividades duplicadas;
  • etapas desnecessárias;
  • decisões sem critérios definidos;
  • retrabalho;
  • dependência excessiva de uma pessoa;
  • gargalos.
Muitas melhorias surgem simplesmente ao visualizar o fluxo completo.

Exemplo prático

Considere um atendimento técnico.
Sem documentação visual:
Recebe chamado
↓
Consulta sistema
↓
Testa equipamentos
↓
Verifica autenticação
↓
Confirma solução
↓
Fecha atendimento
Agora imagine que durante o atendimento existam várias possibilidades:
  • cliente inadimplente;
  • equipamento offline;
  • falha na rede;
  • problema interno;
  • necessidade de visita técnica.
Representar tudo isso apenas em texto torna-se difícil.
No fluxograma, essas decisões ficam muito mais claras.

Fluxogramas e tomada de decisão

Os losangos representam decisões.
Por exemplo:
ONU Online?

├── Sim
│      ↓
│ Prosseguir testes
│
└── Não
       ↓
Verificar alimentação elétrica
Cada decisão normalmente possui duas ou mais saídas.
Isso torna explícito qual caminho deve ser seguido em cada situação.

Fluxogramas não substituem um POP

Um fluxograma mostra o caminho.
Já um POP explica como executar cada atividade.
Exemplo:
Fluxograma:
↓

Validar autenticação PPPoE

↓
POP correspondente:
  • acessar o sistema;
  • localizar o cliente;
  • verificar autenticação;
  • interpretar os registros;
  • identificar erros;
  • definir a ação corretiva.
Os dois documentos são complementares.

Fluxogramas no dia a dia

Eles podem representar praticamente qualquer atividade.
Exemplos:
  • abertura de chamados;
  • atendimento técnico;
  • instalação de clientes;
  • manutenção preventiva;
  • processos administrativos;
  • compras;
  • controle de estoque;
  • desenvolvimento de software;
  • suporte de TI;
  • implantação de equipamentos.
Sempre que existir uma sequência lógica de atividades, um fluxograma pode ser utilizado.

Fluxogramas no RMEvolution SOST

No RMEvolution SOST, os fluxogramas representam a lógica operacional utilizada durante os atendimentos.
Cada pergunta conduz a uma resposta.
Cada resposta direciona para uma nova etapa.
Esse conceito transforma o fluxograma em um processo interativo de diagnóstico.
Assim, além de documentar o conhecimento, o sistema também auxilia sua execução.

Boas práticas

Ao construir um fluxograma:
  • mantenha o fluxo preferencialmente de cima para baixo;
  • utilize linguagem objetiva;
  • evite cruzamento excessivo de linhas;
  • mantenha um único ponto de início;
  • identifique claramente o encerramento;
  • utilize decisões apenas quando realmente existirem alternativas;
  • divida processos muito grandes em subprocessos menores.
Fluxogramas simples costumam ser mais eficientes do que diagramas excessivamente complexos.

Ferramentas para criação

Diversas ferramentas podem ser utilizadas para desenhar fluxogramas.
Entre elas:
  • diagrams.net (Draw.io)
  • Microsoft Visio
  • LibreOffice Draw
  • Lucidchart
  • Mermaid
  • PlantUML
A escolha da ferramenta é menos importante do que manter os processos atualizados.

Relação com outros documentos

Os fluxogramas fazem parte da documentação operacional e trabalham em conjunto com outros elementos.
Fluxo de documentação:
Processo

Fluxograma

POP

Checklist
Cada documento possui um papel específico dentro da padronização operacional.
Para aprofundar esse tema, consulte:

Conclusão

Fluxogramas transformam processos em representações visuais de fácil compreensão.
Eles facilitam treinamentos, reduzem interpretações diferentes entre equipes, ajudam a identificar gargalos e servem como base para a documentação operacional.
Quando utilizados em conjunto com POPs e checklists, tornam-se uma poderosa ferramenta para padronizar atividades e promover a melhoria contínua dos processos.