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Tempo médio: 10-15 minNível técnico: Intermediário

Curto na entrada

Diagnóstico confiável nasce da sequência: evidência observada, hipótese levantada, teste executado, resultado obtido e conclusão documentada.

Objetivo do documento

Fornecer um fluxo operacional resumido para investigar Curto na entrada, evitando troca por tentativa e reduzindo escalonamentos sem evidência.

Quando aplicar

  • fonte entra em proteção
  • fusível queima
  • baixa resistência na entrada
  • aquecimento rápido em proteção

Pré-requisitos

  • identificar cliente, equipamento, porta, placa, sistema ou chamado;
  • confirmar o sintoma informado;
  • conhecer o estado esperado do serviço ou equipamento;
  • separar fato observado de hipótese;
  • registrar horário, local e condição do teste.

Ferramentas / Equipamentos

  • multímetro, notebook, celular, fonte de bancada, analisador ou ferramenta de rede conforme o domínio;
  • acesso ao equipamento, sistema, logs ou interface de gerência;
  • checklist de atendimento ou ordem de serviço;
  • câmera para fotos e prints.

Procedimento prático

1. Registre a evidência inicial sem interpretar ainda.
2. Levante no máximo três hipóteses prováveis.
3. Execute o teste mais simples e menos invasivo primeiro.
4. Compare resultado obtido com valor esperado.
5. Descarte ou confirme a hipótese com base na evidência.
6. Só avance para ação corretiva quando houver causa provável documentada.
7. Valide o resultado após a correção.

Primeiras verificações

  • medir resistência de entrada
  • identificar linha afetada
  • limitar corrente
  • procurar componente aquecendo

Testes de decisão

  • injeção controlada de tensão
  • termografia ou álcool isopropílico
  • isolamento de estágios
  • teste de diodos TVS, MOSFETs e capacitores

Evidências obrigatórias

  • foto, print, log ou medição do sintoma;
  • valores antes e depois da intervenção;
  • identificação do equipamento, porta, cabo, placa, cliente ou sistema;
  • teste que confirmou ou descartou a hipótese principal;
  • validação final;
  • motivo de escalonamento, se houver.

Erros comuns

  • aplicar corrente alta sem limite
  • remover componentes aleatoriamente
  • não registrar resistência inicial
  • confundir capacitor carregando com curto

Método RMEvolution de validação

Use a sequência abaixo para transformar sintoma em decisão operacional:
  • Evidência observada: registre o fato bruto, com print, foto, log ou medição.
  • Hipótese levantada: descreva a causa provável que será testada.
  • Teste executado: informe ferramenta, condição do teste e valor esperado.
  • Resultado obtido: registre o valor medido, resposta do sistema ou comportamento observado.
  • Hipótese descartada ou confirmada: explique o motivo técnico da decisão.
  • Conclusão operacional: defina correção, orientação, monitoramento ou escalonamento.
  • Nível de confiança: use baixo, médio ou alto conforme a qualidade das evidências.
Quando não houver evidência suficiente, não encerre o diagnóstico como confirmado. Registre a pendência e escale com contexto.

Checklist de validação

  • a causa provável foi registrada?
  • existe evidência que sustenta a conclusão?
  • o teste final reproduz a condição real de uso?
  • o cliente, usuário ou operação confirmou o resultado?
  • ficou alguma ação preventiva pendente?

Se isso não resolver

Siga para o procedimento relacionado conforme o sintoma encontrado.

Se o sintoma persistir, reabra as hipóteses descartadas, colete nova evidência e escale com resumo técnico. Escalonamento sem evidência deve ser evitado.

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Resumo

Este fluxo ajuda a transformar sintoma em diagnóstico operacional: observar, testar, validar, documentar e decidir com nível de confiança suficiente.