Bridge e Router em ONUs EPON
Objetivo
Orientar a equipe técnica sobre modos de operação da ONU EPON, com foco em atendimento, operação NOC, documentação e diagnóstico em campo.Conceito
Bridge e Router em ONUs EPON é um tema operacional importante dentro de Telecom porque influencia disponibilidade, qualidade do serviço e tempo de resolução de incidentes.O objetivo não é apenas conhecer o termo, mas saber onde ele aparece na rede, quais sintomas provoca quando está incorreto e quais evidências devem ser coletadas.
Onde se aplica
Este conteúdo se aplica a redes FTTH baseadas em EPON, ativação de clientes, diagnóstico de ONU, expansão de rede óptica e operação NOC.Também deve ser usado em triagens, ativações, manutenções preventivas, correções emergenciais e validações após mudança.
Funcionamento
A operação EPON depende do relacionamento entre OLT, ONU, potência óptica, autenticação, VLAN e modo de entrega do serviço.Na prática, o técnico deve interpretar o cenário completo: equipamento, porta física, configuração lógica, medições, logs e impacto percebido pelo cliente.
Em modo router, a ONU EPON também pode influenciar DHCP, NAT IPv4, DNS e IPv6. Em modo bridge, a validação de endereçamento e prefix delegation deve seguir para o roteador ou concentrador responsável.
Parâmetros importantes
Pontos que devem ser observados:- potência óptica;
- porta PON;
- MAC ou serial da ONU;
- VLAN;
- modo bridge/router;
- status de autorização;
- logs da OLT;
- bridge;
- router;
- PPPoE;
- DHCP;
- NAT;
- IPv6;
- prefix delegation;
Procedimento prático
Sequência recomendada:- identificar a ONU e a porta PON;
- validar autorização na OLT;
- conferir potência óptica;
- verificar VLAN e modo de operação;
- confirmar se IPv4 e IPv6 foram entregues pelo equipamento correto;
- registrar evidências do teste;
Evidências obrigatórias
Sempre que houver atendimento, diagnóstico ou alteração, colete:- status da ONU EPON;
- potência óptica;
- porta PON;
- MAC ou serial;
- VLAN configurada;
- teste de navegação ou PPPoE;
Falhas comuns
Sintomas e causas frequentes:- ONU não autorizada;
- baixa potência;
- VLAN incorreta;
- modo de operação errado;
- IPv6 ausente por modo router/bridge incompatível com o padrão do cliente;
- splitter ou conector com perda excessiva;
Diagnóstico em campo ou operação
Separe falha física de falha lógica. Primeiro valide potência e sincronismo. Depois verifique autorização, VLAN, modo bridge/router e autenticação do cliente.Quando houver IPv6, registre se o prefixo vem da ONU em router, do roteador do cliente ou do concentrador. Essa evidência evita tratar falha de prefix delegation como problema óptico.
Escalone quando houver risco de impacto coletivo, divergência entre documentação e realidade física, falha recorrente sem causa clara ou necessidade de alteração fora da permissão do técnico.
Erro comum: alterar configuração antes de registrar o estado inicial. Isso dificulta auditoria e pode esconder a causa real.
Boas práticas
Recomendações operacionais:- manter padrão de cadastro;
- documentar MAC ou serial;
- registrar medições ópticas;
- evitar misturar padrões GPON e EPON sem planejamento;
- validar serviço após cada alteração;
Documentos relacionados
- 01 - O que é GPON
- POP - Medição de Potência Óptica
- 01 - Conceitos
- IPv6
- Diagnóstico de Endereçamento
- 01 - O que é uma OLT