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Tempo médio: 10-15 minNível técnico: Intermediário
Ferramentas / Equipamentos
Power Meter (Medidor de Potência Óptica)Fonte de luz óptica (quando necessário)Adaptadores SC/APC ou SC/UPC compatíveisLenços sem fiaposÁlcool Isopropílico (quando recomendado pelo fabricante)Caneta de limpeza óptica (One Click Cleaner)+1 itens

POP - Medição de Potência Óptica

Procedimento Operacional Padrão (POP) para medição e análise de potência óptica em redes FTTH.

Objetivo

Padronizar o procedimento de medição da potência óptica durante atendimentos em campo, permitindo identificar rapidamente falhas na infraestrutura óptica e evitar substituições desnecessárias de equipamentos.
A medição da potência óptica deve ser considerada uma das principais evidências técnicas para diagnosticar problemas relacionados à camada física da rede.

Quando utilizar

Este procedimento deve ser executado quando houver:
  • Cliente sem acesso à Internet;
  • LOS aceso ou piscando na ONU;
  • Oscilações frequentes de conexão;
  • Quedas aleatórias;
  • Baixa velocidade sem causa aparente;
  • Troca de ONU;
  • Ativação de novos clientes;
  • Manutenção preventiva;
  • Suspeita de rompimento ou degradação da fibra.

Ferramentas / Equipamentos

  • Power Meter (Medidor de Potência Óptica);
  • Fonte de luz óptica (quando necessário);
  • Adaptadores SC/APC ou SC/UPC compatíveis;
  • Lenços sem fiapos;
  • Álcool Isopropílico (quando recomendado pelo fabricante);
  • Caneta de limpeza óptica (One Click Cleaner);
  • EPIs, quando aplicável.

Importante

Nunca realize uma medição sem antes inspecionar e limpar os conectores.
Grande parte dos problemas de potência óptica é causada por sujeira nos conectores.
Um conector contaminado pode gerar uma medição incorreta e levar à substituição desnecessária de equipamentos.

Fluxo do Procedimento

Inspeção Visual
        │
        ▼
Limpeza dos conectores
        │
        ▼
Inspeção da fibra
        │
        ▼
Medição da potência
        │
        ▼
Análise do resultado
        │
        ▼
Correção
        │
        ▼
Nova medição
        │
        ▼
Registro do atendimento

Etapa 1 — Inspeção Visual

Antes da medição verifique:
  • Curvaturas excessivas na fibra;
  • Cabo esmagado;
  • Cabo rompido;
  • Conector mal encaixado;
  • Adaptadores danificados;
  • Caixa de atendimento;
  • Caixa de emenda;
  • CTO;
  • Patch cord.
Caso seja identificado algum dano físico, realize a correção antes da medição.

Etapa 2 — Limpeza dos Conectores

Limpe todos os conectores que participarão da medição.
Incluindo:
  • Patch cord;
  • Adaptadores;
  • ONU;
  • Power Meter.
Nunca conecte fibras sem limpeza prévia.

Etapa 3 — Realizar a Medição

Conecte o medidor diretamente ao cabo óptico que chega ao cliente.
Aguarde alguns segundos para estabilização da leitura.
Registre o valor em dBm.
Exemplo:
Potência recebida:

-22,35 dBm

Etapa 4 — Interpretar o Resultado

Excelente

Entre -8 dBm e -18 dBm
Excelente nível óptico.
Nenhuma intervenção necessária.

Bom

Entre -18 dBm e -23 dBm
Dentro do esperado para a maioria das redes FTTH.

Atenção

Entre -23 dBm e -26 dBm
A conexão ainda pode funcionar normalmente, porém existe menor margem para oscilações.
Recomenda-se investigar possíveis perdas.

Crítico

Entre -26 dBm e -28 dBm
Próximo ao limite operacional de muitas ONUs.
Pode ocasionar:
  • quedas;
  • LOS intermitente;
  • lentidão;
  • perda de autenticação.

Fora da especificação

Menor que -28 dBm
Normalmente indica algum problema físico.
Investigar:
  • conectores;
  • emendas;
  • CTO;
  • splitter;
  • rompimentos;
  • dobra excessiva;
  • atenuação elevada.

Potência muito alta

Maior que -8 dBm
Pode ocorrer em clientes muito próximos da OLT.
Em alguns equipamentos pode causar saturação do receptor óptico.
Avaliar necessidade de atenuador óptico.

Principais Causas de Baixa Potência

  • Conector sujo;
  • Conector mal encaixado;
  • Emenda com alta perda;
  • Curvatura excessiva da fibra;
  • Fibra rompida parcialmente;
  • Splitter defeituoso;
  • Adaptador danificado;
  • Patch cord defeituoso;
  • Cabo óptico danificado.

O que NÃO fazer

  • Trocar ONU sem medir potência;
  • Medir utilizando conectores sujos;
  • Ignorar curvaturas da fibra;
  • Concluir rompimento apenas pela leitura óptica;
  • Forçar conectores.

Após a Correção

Sempre execute uma nova medição.
Confirme que o valor permaneceu estável por alguns minutos.
Caso a potência tenha melhorado, valide novamente:
  • Registro da ONU;
  • Navegação;
  • Ping;
  • Velocidade;
  • Estabilidade da conexão.

Registro do Atendimento

Registrar obrigatoriamente:
  • Potência óptica medida (dBm);
  • Local da medição;
  • Equipamento utilizado;
  • Data e horário;
  • Número de série da ONU (quando aplicável);
  • Correções realizadas;
  • Potência final após manutenção.
Exemplo:
Potência inicial:

-27,84 dBm

Correção:

Limpeza do conector SC/APC da CTO.

Potência final:

-20,91 dBm

Cliente validou funcionamento normal.

Boas Práticas

  • Limpe sempre os conectores antes da medição.
  • Nunca substitua equipamentos sem evidências técnicas.
  • Registre todas as medições realizadas.
  • Utilize equipamentos calibrados.
  • Evite tocar diretamente na face do conector óptico.
  • Refaça a medição após qualquer intervenção.

Erros Comuns

  • Medir com conectores contaminados.
  • Esquecer de registrar a potência inicial.
  • Trocar ONU antes de medir.
  • Não repetir a medição após a correção.
  • Concluir que toda baixa potência é causada por rompimento da fibra.

Aprendizado Operacional

A potência óptica é um dos principais indicadores da qualidade da camada física da rede FTTH.
Entretanto, ela deve ser interpretada em conjunto com outras evidências, como LEDs da ONU, autenticação, testes de comunicação e inspeção física.
Uma potência adequada não garante que a conexão esteja funcionando corretamente, assim como uma potência baixa não identifica, por si só, a causa do problema.
Um diagnóstico preciso depende da combinação de todas as evidências coletadas durante o atendimento.

Método RMEvolution de validação

Use a sequência abaixo para transformar sintoma em decisão operacional:
  • Evidência observada: registre o fato bruto, com print, foto, log ou medição.
  • Hipótese levantada: descreva a causa provável que será testada.
  • Teste executado: informe ferramenta, condição do teste e valor esperado.
  • Resultado obtido: registre o valor medido, resposta do sistema ou comportamento observado.
  • Hipótese descartada ou confirmada: explique o motivo técnico da decisão.
  • Conclusão operacional: defina correção, orientação, monitoramento ou escalonamento.
  • Nível de confiança: use baixo, médio ou alto conforme a qualidade das evidências.
Quando não houver evidência suficiente, não encerre o diagnóstico como confirmado. Registre a pendência e escale com contexto.