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categoria: Telecom
tempo_medio: 10-15 min
nivel_tecnico: Intermediário
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# IPv6 no Mikrotik

## Objetivo

Orientar a equipe técnica sobre uso, validação e diagnóstico de IPv6 em equipamentos Mikrotik, sem confundir a operação IPv6 com NAT e DHCP IPv4.

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## Conceito

No RouterOS, IPv6 deve ser tratado como pilha de rede própria: endereço, rota, firewall, DNS, prefix delegation, descoberta de vizinhos e testes precisam ser validados separadamente do IPv4.

Em ambiente de provedor, o Mikrotik pode atuar como CPE, roteador de borda, concentrador PPPoE, roteador interno ou equipamento de laboratório. Cada função muda a forma de entregar ou receber prefixos IPv6.

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## Onde se aplica

- CPE com IPv6 entregue pelo provedor;
- roteador recebendo prefix delegation;
- rede LAN com SLAAC ou DHCPv6;
- roteamento estático IPv6;
- firewall IPv6 de entrada;
- diagnóstico de cliente dual stack;
- validação de serviços afetados por CGNAT no IPv4.

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## Funcionamento

IPv6 no Mikrotik depende de quatro blocos principais:

- endereço IPv6 na interface correta;
- rota padrão IPv6 ativa;
- entrega de prefixo para a LAN, quando o equipamento roteia cliente;
- firewall IPv6 coerente com a política da operação.

Em IPv6, NAT não é o caminho padrão. Se um cliente recebe endereço global, o controle de entrada deve ser feito por firewall, não por masquerade.

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## Parâmetros importantes

- interface WAN e LAN;
- endereço link-local;
- endereço global;
- prefixo recebido;
- prefix delegation;
- rota padrão IPv6;
- DNS IPv6;
- RA, SLAAC ou DHCPv6;
- firewall IPv6;
- teste de conectividade IPv6.

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## Procedimento prático

- faça export ou backup antes de alterar;
- confirme se o pacote/recurso IPv6 está disponível no RouterOS usado;
- valide se existe endereço IPv6 global na WAN;
- confira se há rota padrão IPv6;
- verifique se a LAN recebeu prefixo correto;
- teste conectividade IPv6 por endereço;
- teste resolução DNS com registro AAAA;
- revise firewall IPv6 antes de liberar serviço externo;
- documente prefixo, interface, origem do prefixo e resultado dos testes.

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## Evidências obrigatórias

- export da configuração relevante;
- endereço IPv6 global e link-local;
- prefixo recebido ou delegado;
- rota padrão IPv6;
- resultado de teste IPv6;
- resultado de DNS AAAA;
- regra de firewall envolvida, quando houver publicação de serviço.

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## Falhas comuns

- validar apenas IPv4 e concluir que o acesso está normal;
- procurar masquerade para resolver problema IPv6;
- liberar IPv6 na WAN sem firewall adequado;
- não diferenciar link-local de endereço global;
- ignorar prefix delegation em CPE;
- entregar prefixo para LAN sem documentar finalidade.

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## Diagnóstico em campo ou operação

Comece pela evidência observada: o cliente falha em IPv4, IPv6 ou nos dois? Depois levante hipótese, execute teste e registre o resultado.

- Se IPv4 funciona e IPv6 falha, valide endereço global, rota padrão, DNS AAAA e firewall IPv6.
- Se IPv6 funciona e IPv4 falha, investigue NAT, CGNAT, rota IPv4 e DNS A.
- Se nomes falham, separe teste por endereço de teste por DNS.
- Se acesso externo por IPv6 falha, valide firewall antes de concluir que falta port forwarding.

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## Boas práticas

- manter política de firewall IPv6 equivalente à política IPv4;
- documentar prefixos IPv6 junto com blocos IPv4;
- testar dual stack em ativação e mudança;
- registrar se o cliente está em IPv4 apenas, IPv6 apenas ou dual stack;
- evitar mudanças simultâneas em NAT, firewall e prefixo.

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## Documentos relacionados

- [IPv6](../Redes/Endereçamento/13 - IPv6.md)
- [Endereçamento IP](./04 - Endereçamento IP.md)
- [DHCP Server e DHCP Client](./05 - DHCP Server e DHCP Client.md)
- [NAT e Masquerade](./08 - NAT e Masquerade.md)
- [Firewall Filter](./09 - Firewall Filter.md)
- [Rotas Estáticas no Mikrotik](./15 - Rotas Estáticas no Mikrotik.md)
- [Ferramentas de Teste no RouterOS](./18 - Ferramentas de Teste no RouterOS.md)
- [Diagnóstico de Endereçamento](../Redes/Endereçamento/09 - Diagnóstico de Endereçamento.md)

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## Resumo

IPv6 no Mikrotik exige validação própria. Em operação dual stack, a conclusão só é confiável quando IPv4, IPv6, DNS, rota, prefix delegation e firewall foram verificados com evidências.
