# POP - Medição de Potência Óptica

> Procedimento Operacional Padrão (POP) para medição e análise de potência óptica em redes FTTH.

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# Objetivo

Padronizar o procedimento de medição da potência óptica durante atendimentos em campo, permitindo identificar rapidamente falhas na infraestrutura óptica e evitar substituições desnecessárias de equipamentos.

A medição da potência óptica deve ser considerada uma das principais evidências técnicas para diagnosticar problemas relacionados à camada física da rede.

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# Quando utilizar

Este procedimento deve ser executado quando houver:

- Cliente sem acesso à Internet;
- LOS aceso ou piscando na ONU;
- Oscilações frequentes de conexão;
- Quedas aleatórias;
- Baixa velocidade sem causa aparente;
- Troca de ONU;
- Ativação de novos clientes;
- Manutenção preventiva;
- Suspeita de rompimento ou degradação da fibra.

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# Equipamentos necessários

- Power Meter (Medidor de Potência Óptica);
- Fonte de luz óptica (quando necessário);
- Adaptadores SC/APC ou SC/UPC compatíveis;
- Lenços sem fiapos;
- Álcool Isopropílico (quando recomendado pelo fabricante);
- Caneta de limpeza óptica (One Click Cleaner);
- EPIs, quando aplicável.

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# Importante

Nunca realize uma medição sem antes inspecionar e limpar os conectores.

Grande parte dos problemas de potência óptica é causada por sujeira nos conectores.

Um conector contaminado pode gerar uma medição incorreta e levar à substituição desnecessária de equipamentos.

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# Fluxo do Procedimento

```
Inspeção Visual
        │
        ▼
Limpeza dos conectores
        │
        ▼
Inspeção da fibra
        │
        ▼
Medição da potência
        │
        ▼
Análise do resultado
        │
        ▼
Correção
        │
        ▼
Nova medição
        │
        ▼
Registro do atendimento
```

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# Etapa 1 — Inspeção Visual

Antes da medição verifique:

- Curvaturas excessivas na fibra;
- Cabo esmagado;
- Cabo rompido;
- Conector mal encaixado;
- Adaptadores danificados;
- Caixa de atendimento;
- Caixa de emenda;
- CTO;
- Patch cord.

Caso seja identificado algum dano físico, realize a correção antes da medição.

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# Etapa 2 — Limpeza dos Conectores

Limpe todos os conectores que participarão da medição.

Incluindo:

- Patch cord;
- Adaptadores;
- ONU;
- Power Meter.

Nunca conecte fibras sem limpeza prévia.

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# Etapa 3 — Realizar a Medição

Conecte o medidor diretamente ao cabo óptico que chega ao cliente.

Aguarde alguns segundos para estabilização da leitura.

Registre o valor em dBm.

Exemplo:

```
Potência recebida:

-22,35 dBm
```

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# Etapa 4 — Interpretar o Resultado

## Excelente

```
Entre -8 dBm e -18 dBm
```

Excelente nível óptico.

Nenhuma intervenção necessária.

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## Bom

```
Entre -18 dBm e -23 dBm
```

Dentro do esperado para a maioria das redes FTTH.

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## Atenção

```
Entre -23 dBm e -26 dBm
```

A conexão ainda pode funcionar normalmente, porém existe menor margem para oscilações.

Recomenda-se investigar possíveis perdas.

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## Crítico

```
Entre -26 dBm e -28 dBm
```

Próximo ao limite operacional de muitas ONUs.

Pode ocasionar:

- quedas;
- LOS intermitente;
- lentidão;
- perda de autenticação.

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## Fora da especificação

```
Menor que -28 dBm
```

Normalmente indica algum problema físico.

Investigar:

- conectores;
- emendas;
- CTO;
- splitter;
- rompimentos;
- dobra excessiva;
- atenuação elevada.

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## Potência muito alta

```
Maior que -8 dBm
```

Pode ocorrer em clientes muito próximos da OLT.

Em alguns equipamentos pode causar saturação do receptor óptico.

Avaliar necessidade de atenuador óptico.

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# Principais Causas de Baixa Potência

- Conector sujo;
- Conector mal encaixado;
- Emenda com alta perda;
- Curvatura excessiva da fibra;
- Fibra rompida parcialmente;
- Splitter defeituoso;
- Adaptador danificado;
- Patch cord defeituoso;
- Cabo óptico danificado.

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# O que NÃO fazer

- Trocar ONU sem medir potência;
- Medir utilizando conectores sujos;
- Ignorar curvaturas da fibra;
- Concluir rompimento apenas pela leitura óptica;
- Forçar conectores.

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# Após a Correção

Sempre execute uma nova medição.

Confirme que o valor permaneceu estável por alguns minutos.

Caso a potência tenha melhorado, valide novamente:

- Registro da ONU;
- Navegação;
- Ping;
- Velocidade;
- Estabilidade da conexão.

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# Registro do Atendimento

Registrar obrigatoriamente:

- Potência óptica medida (dBm);
- Local da medição;
- Equipamento utilizado;
- Data e horário;
- Número de série da ONU (quando aplicável);
- Correções realizadas;
- Potência final após manutenção.

Exemplo:

```
Potência inicial:

-27,84 dBm

Correção:

Limpeza do conector SC/APC da CTO.

Potência final:

-20,91 dBm

Cliente validou funcionamento normal.
```

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# Boas Práticas

- Limpe sempre os conectores antes da medição.
- Nunca substitua equipamentos sem evidências técnicas.
- Registre todas as medições realizadas.
- Utilize equipamentos calibrados.
- Evite tocar diretamente na face do conector óptico.
- Refaça a medição após qualquer intervenção.

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# Erros Comuns

- Medir com conectores contaminados.
- Esquecer de registrar a potência inicial.
- Trocar ONU antes de medir.
- Não repetir a medição após a correção.
- Concluir que toda baixa potência é causada por rompimento da fibra.

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# Aprendizado Operacional

A potência óptica é um dos principais indicadores da qualidade da camada física da rede FTTH.

Entretanto, ela deve ser interpretada em conjunto com outras evidências, como LEDs da ONU, autenticação, testes de comunicação e inspeção física.

Uma potência adequada não garante que a conexão esteja funcionando corretamente, assim como uma potência baixa não identifica, por si só, a causa do problema.

Um diagnóstico preciso depende da combinação de todas as evidências coletadas durante o atendimento.

## Método RMEvolution de validação

Use a sequência abaixo para transformar sintoma em decisão operacional:

- **Evidência observada:** registre o fato bruto, com print, foto, log ou medição.
- **Hipótese levantada:** descreva a causa provável que será testada.
- **Teste executado:** informe ferramenta, condição do teste e valor esperado.
- **Resultado obtido:** registre o valor medido, resposta do sistema ou comportamento observado.
- **Hipótese descartada ou confirmada:** explique o motivo técnico da decisão.
- **Conclusão operacional:** defina correção, orientação, monitoramento ou escalonamento.
- **Nível de confiança:** use baixo, médio ou alto conforme a qualidade das evidências.

Quando não houver evidência suficiente, não encerre o diagnóstico como confirmado. Registre a pendência e escale com contexto.
