# Procedimento Básico de Diagnóstico em Campo
> Procedimento Operacional Padrão (POP) para atendimento presencial de clientes com reclamação de falta de acesso ou instabilidade na Internet.

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# Objetivo

Padronizar o atendimento em campo, garantindo que o técnico siga uma sequência lógica de verificações antes de substituir equipamentos ou concluir o diagnóstico.

A execução correta deste procedimento reduz o tempo de atendimento, evita trocas desnecessárias de equipamentos e aumenta a assertividade na identificação da causa da falha.

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# Quando utilizar

Este procedimento deve ser aplicado sempre que o técnico for deslocado para atender situações como:

- Cliente sem acesso à Internet;
- Internet lenta;
- Quedas frequentes;
- Oscilações de conexão;
- Equipamentos sem comunicação;
- Chamados reabertos após atendimento remoto.

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# Fluxo Geral de Atendimento

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Chegada ao local
        │
        ▼
Entender o problema relatado
        │
        ▼
Inspeção visual
        │
        ▼
Verificação física
        │
        ▼
Verificação da rede local
        │
        ▼
Testes de comunicação
        │
        ▼
Identificação da causa
        │
        ▼
Correção
        │
        ▼
Validação junto ao cliente
        │
        ▼
Registro do atendimento
```

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# Etapa 1 — Conversar com o cliente

Antes de tocar em qualquer equipamento, converse rapidamente com o cliente.

Procure entender:

- Quando o problema começou;
- Se acontece o tempo todo ou apenas em determinados horários;
- Se afeta todos os dispositivos;
- Se houve queda de energia recentemente;
- Se alguém alterou cabos ou equipamentos;
- Se existe algum equipamento novo conectado na rede.

## Objetivo

Evitar iniciar o diagnóstico com hipóteses incorretas.

Muitas vezes o relato do cliente já fornece informações importantes para direcionar o atendimento.

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# Etapa 2 — Inspeção Visual

Realize uma inspeção completa do ambiente.

Verifique:

- Fonte da ONU ligada;
- Fonte do roteador ligada;
- LEDs acesos;
- Cabos de rede conectados;
- Conector óptico corretamente encaixado;
- Dobras excessivas na fibra;
- Cabos danificados;
- Oxidação;
- Sinais de aquecimento;
- Equipamentos molhados;
- Fontes inadequadas.

## Objetivo

Identificar problemas simples antes de iniciar testes de rede.

Grande parte dos atendimentos é resolvida nesta etapa.

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# Etapa 3 — Verificação Física

Caso não seja encontrada nenhuma anormalidade visual, confirme:

- tensão da fonte;
- consumo excessivo;
- conectores RJ45;
- conectores ópticos;
- qualidade da crimpagem;
- presença de rompimentos;
- estado da caixa de emenda;
- conectores frouxos.

Caso necessário, realize limpeza do conector óptico utilizando procedimento adequado.

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# Etapa 4 — Verificar os LEDs

Cada fabricante possui uma indicação própria, porém normalmente deve-se observar:

## ONU

- Power
- PON
- LOS
- LAN

## Roteador

- Power
- WAN
- Internet
- Wi-Fi
- LAN

Anote qualquer comportamento fora do padrão.

Exemplos:

- LOS piscando;
- PON apagado;
- WAN apagada;
- Internet vermelha.

Essas informações ajudam a reduzir significativamente o tempo de diagnóstico.

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# Etapa 5 — Verificar a Rede Local

Antes de concluir que o problema está na Internet, confirme se a rede interna está funcionando.

Verifique:

- Computador recebe IP;
- Celular conecta ao Wi-Fi;
- Dispositivos comunicam entre si;
- Gateway responde ao Ping.

Caso a rede local esteja inoperante, o problema pode estar apenas no roteador.

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# Etapa 6 — Testes de Comunicação

Após confirmar que a instalação física está correta, execute os testes de rede.

## 1. Ping para o roteador

Confirma comunicação local.

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## 2. Ping para a ONU

Quando aplicável.

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## 3. Ping para Internet

```
ping 8.8.8.8
```

Verifica conectividade.

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## 4. Ping para domínio

```
ping registro.br
```

Verifica DNS.

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## 5. Traceroute

Quando necessário.

```
tracert 8.8.8.8
```

ou

```
tracert registro.br
```

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# Etapa 7 — Identificar a Origem da Falha

Após os testes, procure classificar o problema.

## Instalação interna

Exemplos:

- cabo rompido;
- conector ruim;
- fonte defeituosa;
- roteador travado.

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## Equipamento do provedor

Exemplos:

- ONU sem autenticação;
- ONU defeituosa;
- baixa potência óptica.

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## Rede do provedor

Exemplos:

- rompimento;
- porta da OLT;
- autenticação;
- Radius;
- VLAN;
- DHCP.

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## Internet

Exemplos:

- perda de rota;
- DNS;
- trânsito IP;
- indisponibilidade externa.

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# Etapa 8 — Correção

Realize somente as ações necessárias.

Exemplos:

- substituir fonte;
- substituir cabo;
- recrimpar conectores;
- limpar conector óptico;
- reiniciar equipamento;
- reconfigurar roteador;
- substituir ONU;
- abrir chamado para equipe responsável.

Evite substituir equipamentos sem evidências técnicas.

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# Etapa 9 — Validação

Após concluir o reparo:

- repetir os testes de comunicação;
- confirmar acesso à Internet;
- confirmar navegação;
- verificar velocidade (quando aplicável);
- solicitar ao cliente que utilize os serviços normalmente.

O atendimento somente deve ser encerrado após a validação junto ao cliente.

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# Etapa 10 — Registro do Atendimento

Registrar obrigatoriamente:

- problema relatado;
- causa encontrada;
- testes executados;
- evidências coletadas;
- peças substituídas;
- configurações alteradas;
- potência óptica (quando aplicável);
- resultado final.

Um registro completo reduz retrabalho e facilita futuros atendimentos.

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# Boas Práticas

- Nunca substitua equipamentos por tentativa.
- Sempre inicie pela inspeção física.
- Faça uma alteração por vez.
- Teste após cada intervenção.
- Explique ao cliente o problema encontrado e a solução aplicada.
- Organize novamente os cabos antes de finalizar o atendimento.
- Certifique-se de que todos os equipamentos ficaram energizados corretamente.

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# Erros Comuns

- Reiniciar equipamentos sem identificar a causa.
- Trocar ONU sem medir potência óptica.
- Trocar roteador antes de testar a rede local.
- Ignorar relatos do cliente.
- Não registrar os testes realizados.
- Encerrar o atendimento sem validação final.

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# Aprendizado Operacional

A maioria dos problemas de conectividade não exige equipamentos sofisticados para ser identificada.

Seguir uma sequência lógica de diagnóstico permite localizar rapidamente a origem da falha, reduz o tempo de atendimento, evita substituições desnecessárias e aumenta a confiabilidade do suporte técnico.

Um bom diagnóstico é resultado de método, não de tentativa e erro.

## Método RMEvolution de validação

Use a sequência abaixo para transformar sintoma em decisão operacional:

- **Evidência observada:** registre o fato bruto, com print, foto, log ou medição.
- **Hipótese levantada:** descreva a causa provável que será testada.
- **Teste executado:** informe ferramenta, condição do teste e valor esperado.
- **Resultado obtido:** registre o valor medido, resposta do sistema ou comportamento observado.
- **Hipótese descartada ou confirmada:** explique o motivo técnico da decisão.
- **Conclusão operacional:** defina correção, orientação, monitoramento ou escalonamento.
- **Nível de confiança:** use baixo, médio ou alto conforme a qualidade das evidências.

Quando não houver evidência suficiente, não encerre o diagnóstico como confirmado. Registre a pendência e escale com contexto.
