# POP — Registro de Evidências Técnicas em Campo

**Categoria:** Telecom → Procedimentos Operacionais  
**Subcategoria:** Instalação, Manutenção e Suporte Técnico

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# Objetivo

Estabelecer um padrão para coleta e organização de evidências técnicas durante instalações, manutenções e atendimentos em campo.

O objetivo deste procedimento é garantir que cada intervenção gere documentação suficiente para:

- permitir auditorias técnicas;
- facilitar diagnósticos futuros;
- reduzir retrabalho;
- apoiar suporte remoto;
- preservar conhecimento operacional;
- criar histórico da infraestrutura;
- formar bases de dados para análises automatizadas e Inteligência Artificial.

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# Problema

Em muitos atendimentos são registradas apenas fotografias para comprovação do serviço executado.

Normalmente essas imagens mostram apenas o equipamento instalado ao final da atividade.

Esse modelo apresenta diversas limitações:

- não registra o estado inicial da instalação;
- não documenta o defeito encontrado;
- não preserva medições realizadas;
- dificulta comparações futuras;
- impede análises históricas;
- reduz a qualidade da documentação técnica.

Uma intervenção bem documentada deve registrar todo o ciclo da atividade, desde a situação inicial até a conclusão.

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# Tipos de evidências

As evidências podem ser classificadas em dois grupos.

## Registro Administrativo

Utilizado para comprovação da execução do serviço.

Exemplos:

- fachada do imóvel;
- local da instalação;
- equipamento instalado;
- cliente atendido;
- conclusão do serviço.

Objetivo:

Comprovar a realização da atividade.

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## Registro Técnico

Utilizado para documentação da infraestrutura.

Exemplos:

- fotografias técnicas;
- capturas de tela;
- medições;
- etiquetas;
- números de série;
- alarmes;
- cabeamento;
- defeitos encontrados;
- configurações relevantes.

Objetivo:

Preservar conhecimento técnico e facilitar futuras análises.

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# Regra principal

## Sempre registrar antes de qualquer intervenção.

Antes de:

- desligar equipamentos;
- remover cabos;
- desconectar fibras;
- abrir caixas;
- substituir equipamentos;
- alterar configurações;
- reorganizar cabeamentos;

realizar o registro do estado original.

Uma evidência não registrada antes da intervenção não poderá ser recuperada posteriormente.

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# Sequência recomendada

## 1. Ambiente (Obrigatório)

Registrar:

- fachada;
- poste;
- CTO;
- caixa de atendimento;
- rack;
- armário;
- sala técnica;
- localização geral do equipamento.

Objetivo:

Contextualizar a instalação.

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## 2. Equipamento (Obrigatório)

Registrar:

- visão frontal;
- traseira;
- laterais (quando necessário).

Aplicável a:

- ONU;
- roteador;
- switch;
- rádio;
- OLT;
- fonte;
- nobreak;
- caixa de emenda;
- CTO.

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## 3. Identificação (Obrigatório)

Fotografar:

- fabricante;
- modelo;
- número de série;
- patrimônio;
- QR Code;
- etiqueta do provedor.

Sempre garantir que as informações sejam legíveis.

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## 4. Cabeamento (Obrigatório)

Registrar:

- entrada da fibra;
- conectores;
- patch cords;
- alimentação;
- organização dos cabos;
- aterramento (quando aplicável).

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## 5. Evidências do defeito (Condicional)

Quando houver defeito visível registrar:

- rompimentos;
- oxidação;
- aquecimento;
- conectores danificados;
- cabos rompidos;
- fusões defeituosas;
- LEDs indicando falha;
- alarmes apresentados.

Sempre utilizar diferentes ângulos.

Sempre registrar antes da correção.

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## 6. Evidências de medições (Obrigatório quando aplicável)

Registrar fotografias ou capturas de tela contendo as medições realizadas.

### FTTH

- potência RX;
- potência TX;
- LOS;
- LOF;
- distância OTDR;
- níveis ópticos.

### Wireless

- RSSI;
- SNR;
- CCQ;
- Noise Floor;
- frequência;
- largura de canal;
- modulação.

### Redes

- Speedtest;
- Ping;
- Traceroute;
- utilização de interfaces;
- monitoramentos.

### Energia

- tensão;
- corrente;
- potência;
- medições em multímetro.

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## 7. Capturas de tela (Obrigatório quando existirem)

As capturas fazem parte do registro técnico.

Registrar sempre que agregarem informação relevante.

Exemplos:

- interface da OLT;
- tela da ONU;
- WinBox;
- UISP;
- UNMS;
- Radius;
- MK-Auth;
- Help Fiber;
- monitoramentos;
- alarmes;
- logs.

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## 8. Durante a intervenção (Condicional)

Registrar quando houver:

- substituição de equipamento;
- reorganização do rack;
- troca de conectores;
- limpeza;
- fusão;
- reorganização do cabeamento.

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## 9. Resultado final (Obrigatório)

Registrar novamente:

- equipamento instalado;
- organização final;
- LEDs em funcionamento;
- acabamento;
- cabeamento;
- medições finais;
- telas demonstrando funcionamento.

Toda intervenção deve possuir, sempre que possível:

**ANTES → INTERVENÇÃO → DEPOIS**

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# Qualidade mínima das evidências

Evitar:

- fotografias desfocadas;
- imagens tremidas;
- baixa resolução;
- etiquetas ilegíveis;
- objetos cortados;
- excesso de zoom;
- iluminação insuficiente;
- reflexos que impeçam leitura.

As imagens devem permitir identificação clara das informações registradas.

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# Metadados recomendados

Sempre que possível associar as evidências com:

- número da OS;
- cliente;
- técnico responsável;
- data;
- horário;
- equipamento;
- local;
- GPS (quando disponível).

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# Nomenclatura sugerida

Padronizar os arquivos facilita buscas futuras.

Exemplo:

```
OS12345_01_AMBIENTE.jpg
OS12345_02_EQUIPAMENTO.jpg
OS12345_03_SERIAL.jpg
OS12345_04_RX_OPTICO.jpg
OS12345_05_DEFEITO.jpg
OS12345_06_REPARO.jpg
OS12345_07_RESULTADO.jpg
```

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# Situações excepcionais

Quando não for possível produzir determinada evidência registrar o motivo.

Exemplos:

- risco elétrico;
- equipamento energizado;
- ambiente inseguro;
- acesso restrito;
- equipamento lacrado;
- impossibilidade operacional.

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# Benefícios

A adoção deste procedimento proporciona:

- documentação padronizada;
- redução de retrabalho;
- maior qualidade em auditorias;
- suporte remoto mais eficiente;
- treinamento de novos técnicos;
- preservação do histórico da infraestrutura;
- comparação entre intervenções;
- rastreabilidade das alterações realizadas.

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# Evolução futura

Uma base de evidências organizada permite futuramente:

- identificação automática de equipamentos;
- leitura automática de etiquetas e números de série;
- comparação histórica de instalações;
- detecção de padrões de falhas;
- identificação de instalações fora do padrão;
- análise por visão computacional;
- apoio à Inteligência Artificial durante diagnósticos.

Assim, cada atendimento deixa de ser apenas uma atividade concluída e passa a contribuir para a construção contínua do conhecimento técnico da organização.

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